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Tambores pela Paz e aliados marcham no Fórum Social Mundial 2003
Os participantes do movimento Tambores pela Paz da Aliança por um Mundo Responsável Plural e Solidário fecharam a Marcha de abertura do 3.º Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. O evento reuniu cerca de 60 mil pessoas que expuseram idéias e atitudes do Largo Glênio Peres, no centro, ao anfiteatro Pôr-do-sol. O ato do Tambores foi prestigiado por representantes da ONG Ágora em Defesa do Eleitor e da Democracia, do Fórum Coral, do Movimento Ética e Cidadania-Psicodrama da Cidade, da Rede Mundial de Artistas e da Aliança por um Mundo Responsável, Plural e Solidário.
Os cantores do Fórum Coral, formado em 2002, davam o tom da caminhada. "Queremos contribuir com outro estilo de fazer marcha e de fazer fórum. A música pode ajudar as pessoas a se entenderem", explicou o catalão de Barcelona Marti Olivella, um dos animadores da Aliança, uma rede social mundial presente em mais de 120 países e que reúne cerca de três mil pessoas.
Os aliados carregavam faixas com perguntas que estimulavam as pessoas a refletir. "Lamentavelmente, vivemos num mundo em que é difícil não ser consumido", afirmava o músico Antonio Olivar, de 46 anos, que assistia à marcha e ficou provocado com uma das indagações.
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Se você não está contente por que não muda? O que você faz para ter uma feliz-cidade? Desejo não é espera, é produção. Estas eram algumas das colocações do grupo. As frases foram aprovadas pela socióloga Mirna Rosa, de 34 anos. "Essas pessoas trazem o espírito real do Fórum: a intenção de unificar as pessoas com elas mesmas e depois expandir isso para a humanidade", explica.
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Silêncio – O casal Letícia Maia e Leonardo Paredes se impressionou com o contraste entre o coral e as frases que eram exibidas em seguida. "É o silêncio que abala mais. Foi diferente das mensagens que vimos antes, que se marcavam por gritos e sons" afirma Letícia, professora de 23 anos.
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Mas o coral mostrava força ao lado do compositor baiano Gereba, autor da música Tambores da Paz. Entre várias canções cantavam -"Tan, tan, tan – Tambores da Paz / Oxé da paz , afasta pra longe a praga do mal, trazendo pra gente a paz mundial". Para a professora Clítia Martins, de 48 anos, a linguagem dos Tambores é o caminho ideal para conquistar as pessoas. "Já ouvi aqui muitas palavras de ordem. Mas os grupos que têm futuro são os que trabalham com arte", argumenta. |
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Concentração – Vestidos de branco, os cantores do Fórum Coral faziam o aquecimento para a marcha no Mercado Municipal de Porto Alegre. O grupo já reúne 500 cantores de 13 países, que se encontram todo ano no Fórum. Este ano vozes e tambores se uniram ao movimento Tambores pela Paz em Aliança. Durante a marcha,eles usavam bótons da Aliança - Tambores e
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Vozes pela Paz e adesivos com frases de protesto contra o possível ataque ao Iraque. O repertório inclui MPB, cantos em várias línguas e cantos de luta e resistência. Na concentração, o movimento recebeu a adesão dos Arteiros, grupo de Porto Alegre que reúne meninos de 12 a 16 anos para tocar samba. Outro grupo que animou quem passava pelo mercado foi a Embaixada Musical Andina, formada por músicos argentinos, chilenos e bolivianos. Os músicos traziam a alegria das sanfonas, charangos, guitarras e tarkas, entre outros instrumentos. "Nosso movimento tem como grande inspiração a luta pela paz. Em seguida, a luta pela justiça, pois não há paz sem justiça", argumenta Roger Moreau, assessor do grupo.
Por André Merli, repórter.
André Merli é jornalista responsável pelo boletim E-Leitor Cidadão do Instituto Ágora em Defesa do Eleitor e da Democracia
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